Transição

Como é a transição?

O plano original para desenvolver o IPv6 foi usar um mecanismo de coexistência com o IPv4. Mesmo que os protocolos não tenham sido preparados para interagir uns com outros de uma forma direta uma vez que o IPv6 não é "compatível" com o IPv4, ambos podem coexistir em uma mesma rede. A nova versão do protocolo foi projetada prevendo um longo período de transição durante o qual a rede iria incorporando o IPv6 gradativamente e muito tempo antes de os endereços IPv4 disponíveis se esgotarem.

No entanto, não foi isso o que aconteceu, Sem grandes incentivos comerciais claros, Provedores de Serviços da Internet (ISP) e Provedores de Conteúdo (ICP) não implementaram as mudanças tecnológicas necessárias para ter uma transição tranqüila. Em fevereiro de 2011, o pool central de endereços IPv4 da IANA esgotou-se. Depois os diferentes

Registros Regionais entraram em fases de esgotamento como mostrado abaixo:

RIR Estado recursos IPv4
APNIC Começou a usar o último /8 em abril de 2011.
RIPE Começou a usar o último /8 em 14 de setembro de 2012.
LACNIC Começo da phase 3: 15/Fev/2017
ARIN Encontra-se na fase 4 de esgotamento (último /8 a partir de 24/04/2014). A partir de 01/07/2015 políticas de lista de espera para os pedidos não satisfeitos.
AFRINIC Único registro que vai ter endereços durante vários anos.

Do ponto de vista dos sistemas operacionais e dispositivos de usuários finais, os servidores, computadores, tablets e smartphones já estão incorporando o IPv6. O mesmo acontece há uma década com equipamentos de redes e com roteadores.

Mais informações em:

– Esgotamento do IPv4 em LACNIC http://www.lacnic.net/web/lacnic/agotamiento-ipv4

– Aspectos econômicos da transição: relatório CAF-LACNIC sobre o IPv6 http://portalipv6.lacnic.net/caf-lacnic/asuntos- economicos-de-la-transicion/

– Mecanismos de transição http://portalipv6.lacnic.net/mecanismos-de-transicion/

– Estatísticas da implementação http://portalipv6.lacnic.net/estadisticas-ipv6/

– Modelo econômico interativo de alternativas para a transmissão (CAF) http://stats.labs.lacnic.net/PROYECTOCAF/modelo/

– IPv6 para tomadores de decisões

Mecanismos de Transição

 

Uma das premissas para desenhar o IPv6, foi que a transição para a nova versão do protocolo IP pudesse ser realizada de forma tranqüila, sem que fosse necessário passar abruptamente de uma versão para a outra. Para isso, foram desenvolvidos vários mecanismos que ajudaram ao convívio das duas versões.

Mesmo que no começo pensou-se que a adoção gradativa do IPv6 aumentaria o suficiente como para deslocar o IPv4 mesmo antes do seu esgotamento, isso não aconteceu, motivo pelo qual esses mecanismos de transição têm hoje uma importância ainda maior.

Podemos fazer uma classificação geral dos mecanismos de transição dependendo do tipo de técnica usada:

Também é possível fazer uma divisão entre os mecanismos de transição segundo estiverem baseados em uma infraestrutura maiormente IPv4 ou IPv6: embora num primeiro momento tínhamos redes IPv4 que iam incorporando o acesso para IPv6 de forma gradativa, na medida que o esgotamento do IPv4 acontecia, os provedores começaram a pensar em redes de acesso exclusivamente IPv6, com o que virou necessário fornecer mecanismos que permitissem continuar acessando aquelas redes que apenas possuíam IPv4.

Existe uma grande variedade de mecanismos de transição propostos e muitos deles estão atualmente em discussão na IETF. A seguir uma descrição dos principais mecanismos e os considerados mais amadurecidos:

Referências:

Apresentações:

RFCs:

SYSTEM CERTIFICATION ISO 9001 LSQA

CHK_LACNIC