LACNICVII - 26-28 de Outubro 2004 - San José, Costa Rica
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LACNICVII - 26-28 de Outubro 2004 - San José, Costa Rica

Conclusões - Recuperação de recursos de Internet atribuídos e não utilizados no LACNIC

 

Ricardo Patara, LACNIC

 

Documento introdutório Apresentação

 

Minutas

Marcelo Bagnulo. A recuperação de recursos parece uma iniciativa válida e deve-se realizar. No entanto, me preocupo com a forma aplicada nesta política. É preciso considerar como o recurso foi atribuído e que política era válida no momento da sua atribuição. Devemos ter cuidado para não mudar as regras do jogo. Se alguém utiliza um recurso com uma regra não pode posteriormente mudar e se retirar.

Raúl Echeberría. É verdade, existe alguma coisa complexa no que diz Marcelo. Será preciso avançar nos pontos onde a complexidade é menor. Não existe nenhuma política nem procedimento que nos ajude, e que vamos fazer? O importante não é a quantidade de recursos recuperados mas uma das nossas responsabilidades é a igualdade no acesso de recursos. Sugiro que discutamos primeiro as situações mais fáceis e depois as mais complexas.

Christian O'Flaherty. Uma questão importante neste processo de recuperação de recursos é identificar aqueles não atualizados de modo que possamos contribuir para sua atualização.

Hartmut Glaser. Pela apresentação do Ricardo vemos que 97% dos recursos não atualizados e não localizáveis são recursos legacy. Parece que não temos arquivos muito atualizados. São dados muito antigos. Pergunto para o Raúl se poderíamos fazer um anúncio em jornais da América Latina anunciando que queremos recuperar estes recursos e pedindo que os envolvidos se manifestem em 90 ou 120 dias. De alguma forma usar os meios alternativos da Internet. Estes são recursos que não pertecem a pessoas e sim à comunidade. Os anúncios nos jornais do Brasil têm valor legal.

Raúl Echeberría. Se for possível fazer isto. O que o Fórum disser. É o que pedimos, orientações de ação para seguir.

Marcelo Bagnulo. Não é um recurso utilizado? Não anunciado nas tabelas BGP?

Ricardo Patara. A pesquisa realizada se baseou na observação da tabela de roteamento por um ano, separando somente aqueles blocos atribuídos aos NAP que, como se sabe, não são anunciados na Internet. Este foi o procedimento utilizado, se a comunidade disser que está bem, podemos adotá-lo como a definição de não utilizado.

Christian O'Flaherty. É preciso se concentrar nos recursos que estão "perdidos" já que não existe nenhum tipo de contato com os proprietários destes recursos.

Marcelo Bagnulo. Seria preciso expressar na política de atribuição o aspecto de que um recurso não anunciado é um recurso não utilizado e que pode estar sujeito à recuperação.

Erick Iriarte. Por mais que o recurso não esteja utilizado, existe uma posse. Enquanto não tiver sido atribuído é da comunidade, mas na medida em que for atribuído deve-se cancelar o contrato para retomá-lo. É preciso analisar as causas de recuperação de acordo com o contrato que se tinha quando o recurso foi atribuído. Estipular explicitamente na política que se não é utilizado é recuperável sem violar as normas de contratação.

Leslie Nobile. É preciso considerar o fato de que se os recursos não são anunciados não quer dizer que não sejam utilizados. Na região da ARIN segmentos legacy estão sendo utilizados como parte das redes privadas.

Raúl Echeberría. Não existem políticas explícitas que dizem que são feitas reatribuições para redes privadas. Deduzimos, inferimos a partir das políticas que são para ser utilizadas na Internet ainda que também não está abertamente estabelecido, o que pode exigir algum ajuste. Sobre os comentários de Erick. Temos vários casos, os casos de blocos legados, essas organizações que não têm nenhum contrato, são atribuições realizadas muitos anos antes da existência dos RIR. Temos também as organizações que realmente têm contrato mas uma das obrigações contratuais é a renovação dos membros; caso haja desaparecimento da empresa existe um entendimento tácito do rompimento do contrato. Uma terceira observação é que precisamos ver como são recuperados, qual é o procedimento. Com relação às políticas, o contrato atual estabelece que a organização está obrigada a cumprir as políticas do LACNIC, quer dizer uma mudança de políticas na recuperação de recursos junta-se aos assinantes atuais.

Erick Iriarte. A inexistência de um contrato na atribuição de um bloco legado não quer dizer que não exista um compromisso. Existe uma relação contratual porque existe uma prestação de serviço.

Enrique Díaz. No caso do México em particular, existe uma preocupação de organizações que têm o giro da bolsa com blocos legados. Exemplo: a Bolsa de Valores Mexicana e o Banco Nacional exigem uma interconexão privada mas também exige o endereçamento público para esta interconexão. Estamos falando de um intercâmbio de tráfico privado entre organizações diferentes. Uma implementação desta política até onde possa causar impacto esse tipo de uso do endereçamento público.

Marcelo Bagnulo. A idéia é que estes blocos são utilizados mesmo que seja de forma privada.

Christian O'Flaherty. A idéia é estabelecer uma lista de recursos onde as organizações ou contatos não sejam localizáveis através de algum meio. Se o contato for estabelecido e o uso dos recursos for expresso está tudo bem.

Wilfried Woeber. Quantos blocos ou recursos esperam recuperar e qual é o impacto no negócio do LACNIC? Os esforços que serão utilizados custam dinheiros para os membros. Fazendo um balanço sobre os benefícios deste esforço, será que vale a pena o processo de recuperação de recursos?

Germán Valdez. Partindo da perspectiva do LACNIC existe uma responsabilidade de fazer uma administração justa do espaço de recursos da Internet atribuídos para a América Latina e o Caribe. Não importa que sejam muitos ou poucos os recursos que possam ser recuperados, a motivação desta política é cumprir com a responsabilidade de tomar conta destes recursos. Não existe uma motivação que se origina pela falta de direcionamento IP ou pelo lucro da reatribuição destes recursos.

Raimundo Beca. Não temos um problema de falta de endereços de IP. Existem reservas bem importantes. A possibilidade de recuperar é baixa, a possibilidade de utilizar melhor o que já está atribuído é mais alta. Eu não resistiria muito para retirá-las passando por cima de questões contratuais. Além disso, poderia acontecer algo semelhante à situação atual dos ccTLD, quer dizer originar uma competição onde as organizções vão à caça dos Registros de Internet com políticas mais permissivas. Acho que esse tema poderia ser abordado dentro do NRO para ter um enfoque comum.

Christian O'Flaherty. Para nós, membros da comunidade, interessa muito que a informação existente na Base de Dados WHOIS esteja atualizada. Para a Internet em geral é importante que os spammers não usem blocos que saibam onde ninguém vai se queixar. Contar com a informação atualizada deve ser uma motivação suficiente para este esforço.

Arturo Zaldivar. No caso da nossa organização, suspendemos o serviço. Esperamos uns 2 ou 3 meses. Se houver queixas, os recursos serão atribuídos.

Germán Valdez. Uma forma de continuar isto é retomar os casos mais simples onde podemos avançar de modo mais despojado. Por exemplo: APNIC monitorou recursos que não eram utilizados por um ano, deram continuação com as pessoas que estavam registradas no WHOIS, tratando de fazer contato periodicamente dentro do período de um ano. O processo é grande, mas garante que os recursos não estão sendo utilizados.

 

Conclusões

Christian O'Flaherty. Uma proposta será elaborada com base nas discussões da lista eletrônica e do Fórum Público e será enviada para a lista a fim de fazer comentários.

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